O novo hábito de consumo do entretenimento

Corria o mês de maio de 2020 quando, por causa da pandemia do COVID-19, o filme da Universal Pictures, Trolls 2, não foi exibido nas salas de cinema e foi disponibilizado em VOD (video on demand). O sucesso estrondoso que teve fez a Universal ponderar em começar a lançar os seus filmes no cinema e, ao mesmo tempo, em VOD

Corria o mês de maio de 2020 quando, por causa da pandemia do COVID-19, o filme da Universal Pictures, Trolls 2, não foi exibido nas salas de cinema e foi disponibilizado em VOD (video on demand). O sucesso estrondoso que teve fez a Universal ponderar em começar a lançar os seus filmes no cinema e, ao mesmo tempo, em VOD. Isto abriria um precedente monstruoso para as salas de cinema, ao ponto que, a  maior cadeia de salas de cinema americana já veio dizer que, se a Universal fizer mesmo isto, se recusará a mostrar mais filmes desta produtora nos seus cinemas. 

Ora, isto é mais um sinal dos novos hábitos de consumo de entretenimento. O consumo fácil, em casa, com qualquer tipo de dispositivo tem vindo a crescer. Vejam só se esta frase não parece de alguém já muito velho: eu sou do tempo em que esperava ansiosamente pelos filmes que estreavam nas tardes da TVI e da SIC. Pois, não foi assim há tanto tempo, eu tenho 23 anos e, os hábitos de consumo de entretenimento mudaram drasticamente nos últimos cinco, seis anos. Hoje em dia, mesmo que não tenhamos ido ver um filme ao cinema conseguimos vê-lo através de uma qualquer plataforma na internet, tanto que… quando chegam essas estreias aos canais de televisão portugueses, toda a gente já viu esses filmes. 

Outra realidade atual é o declínio do consumo de televisão por parte das gerações mais novas, a televisão já não é, nem de perto, O principal meio de consumo de entretenimento como era há poucos anos. Arrisco-me quase a dizer que a televisão, para os mais jovens, é uma tela maior onde podem projetar conteúdo que de outra forma vêem no computador ou telemóvel. O YouTube e os youtubers, são as novas estrelas, ter conteúdo de qualidade lá, significa espectadores, significa dinheiro. Qualquer produtor de conteúdo que vingue no YouTube (ou noutras plataformas como a Twitch), consegue uma carreira com retorno financeiro confortável em relativamente pouco tempo.

Qualquer marca que se preze, tem que estar presente nestas plataformas. Não vejo uma possibilidade de reinvenção da televisão tão grande que consiga batalhar estas novas formas de consumo de entretenimento, esta terá que aprender a coexistir, sendo que, a internet continuará, na minha ótica, a crescer exponencialmente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *