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A antiga história da Freguesia do Lumiar

Arquivos históricos dão conta que a região que é conhecida por Lumiar, em tempos geológicos recuados, esteve coberto de água. Existem registos deste território ter sido ocupado desde a Pré-História, e também os celtas, os romanos e os mouros aqui deixaram vestígios da sua passagem. Hoje, o Lumiar é também a casa da Webedia em Portugal.

Arquivos históricos dão conta que a região que é conhecida por Lumiar, em tempos geológicos recuados, esteve coberto de água. Existem registos deste território ter sido ocupado desde a Pré-História, e também os celtas, os romanos e os mouros aqui deixaram vestígios da sua passagem. Hoje, o Lumiar é também a casa da Webedia em Portugal.

O Lumiar situa-se a norte de Lisboa e sua configuração geográfica,  a abundancia de água e os terrenos férteis, cativaram nobres e fidalgos a edificarem nesta zona as suas casas de campo. 

 Em abril de 1266 é criada a freguesia do Lumiar na sequencia do seu crescimento populacional.

Em 1312, D. Dinis doou ao seu filho bastardo, D. Afonso Sanches uma quinta e uma casa no Lumiar, a qual se passou a chamar Paços do infante D. Afonso Sanches. Mais tarde, no reinado de D. Afonso IV, esta nobre casa passou a chamar-se Paço do Lumiar, que se mantém até aos dias de hoje e constitui um importante núcleo histórico da freguesia.

No sec. XIII o Lumiar era tido como um espaço constituído por nobres quintas com riquíssimas casas senhoriais.

Em julho de 1932 a Companhia Portuguesa de Filmes Sonoros – Tobis Klangfilm, comprou a Quinta das Conchas com todas as dependências e edificações e todo o material elétrico e cinematográfico nela existente. É neste local que são construídos os edifícios para a produção de filmes.

O edifício do Estúdio compreendia o fosso cénico, os camarins de atores e dependências dos serviços de apoio. O edifício do Laboratório albergava as salas de som, laboratórios de fotografia, laboratórios de revelação e salas de mistura. 

A 7 de novembro de 1933 estreia “A Canção de Lisboa” – a primeira longa-metragem produzida pela Tobis e o primeiro filme português feito por portugueses. A seguir a este, muitos outros filmes foram produzidos e são, atualmente, registos preciosos da história do cinema em Portugal.

 Depois da ultima realização da Tobis, em 1984 – “A Crónica dos bons Malandros”, a companhia, deste então, apostou numa nova área de serviços, adquirindo equipamento para a transferência de conteúdos em suporte filme para suporte vídeo-digital.

Da velha Tobis Portuguesa restam os dois grandiosos edifícios. No Lumiar permanece a magnifica Quinta das Conchas que se integra no maior parque florestal de Lisboa.

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