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Como os livros físicos sobreviveram à tecnologia

Revolução tecnológica e os dispositivos que nos vieram salvar a vida

Revolução tecnológica e os dispositivos que nos vieram salvar a vida

Receber mensagens num relógio, smartphones que são computadores, câmaras fotográficas, GPS’s, e até leitores de música e mesmo eletrodomésticos que falam. Ficámos com os DVD’s, cassetes, disquetes e CD’s resumidos a aplicações da internet, a cloud’s e a vários serviços de streaming. Em 2020 temos tudo nas nossas mãos, por vezes num só dispositivo, e mesmo assim, continuamos a folhear livros físicos de 400 páginas.

De onde vem esta resistência?

Deparamo-nos com a alteração total ou desaparecimento de várias plataformas, meios e processos devido à chegada da internet e destes dispositivos móveis. No entanto os livros físicos mostram-se resistentes às mudanças.

Os livros são de facto das primeiras formas de documentação humana, além das pinturas nas cavernas. A sua existência de séculos leva a que a relação com o ser humano seja mais forte e pessoal. No seu jeito “antiquado”, os livros físicos conquistaram os leitores e sobreviveram ao aparecimento de e-books, eReaders e até às cópias digitalizadas, mas como?

No meio das distrações digitais

Existem vários estudos realizados, especialmente norte-americanos que comprovam a co-existência de jogos online, Netflix, redes sociais, e mil e uma outras coisas com os livros físicos. O público que se entretém online e no mundo digital é o mesmo que tem também como hobbie ler, pelo menos mais de 1 livros por ano.

Tendo em conta especialmente que a maioria das pessoas consomem tudo no formato digital, é impressionado perceber que a preferência pelo formato físico no caso da leitura ainda se mantém apesar de todas as evoluções.

Porque razão prefiro carregar um livro físico do que um Kindle?

Analisar concretamente os motivos que levam as pessoas a escolher os livros físicos em prol do formato digital pode ser um pouco complexo. Todas elas têm razões diferentes e possivelmente algumas nem conseguem enumerar mais do que esta justificação simples: habituação.

No entanto, a disponibilidade tanto de títulos como de publicações antigas ainda é um pouco escassa no formato digital quando falamos de e-Books e eReaders. Esse pode ser um dos factos que afasta os leitores desse formato.

O icónico cheiro das páginas de um livro

Mesmo assim, para algumas pessoas basta o conforto do cheiro de um livro que traz memórias de infância, ou mesmo o conforto de se saber que se está a segurar numa coisa real e coleccionável. Na verdade, os livros por si só também contém arte, seja nas suas artes de capa, nas dedicatórias escritas à mão, ou até no hábito de fazer anotações ou sublinhar algumas frases.

Quem é um verdadeiro apaixonado por livros dificilmente sucumbe totalmente ao digital. Existe a questão do cansaço dos olhos, pois passamos a maior parte do nosso dia com os olhos fixados numa tela luminosa, seja ela de um tablet, ecrã de computador ou telemóvel.

Mesmo assim, hoje em dia já há muitas opções que imitam bastante a aparência da página e a diminuição de luz, nem sempre as formatações são as mais indicadas, e o conforto de manusear um aparelho eletrónico em vez de uma capa parece não fazer sentido.

No final a escolha pode recair sobretudo sobre o preço dos dispositivos modernos além do preço do próprio livro em si, pois nem todas as pessoas vão ter capacidade para suportar esse gasto. Essas podem também ser as mesmas que preferem requisitar os seus livros favoritos gratuitamente numa biblioteca pública.

Mesmo assim, alguma coisa teve que mudar

Para não se deixarem ficar para trás, as editoras tiveram de aumentar a aposta no marketing e nas características que tornam um livro físico único: o cheiro das páginas, as capas e a conexão com a história do ser humano.

Desta forma, depois de ultrapassar uma que podia ser uma “crise fatal” o futuro dos livros físicos e outros formatos impressos como revistas e jornais, ao contrário do que se pensava, ainda se mostra promissor.

Os livros continuam então a partilhar espaço com Kindles, e-books, PDF’s e também a arranjar destaque no dia-a-dia das pessoas, entre todas as horas passadas a fazer scroll nas redes sociais, e a tentar ter uma vida fora do digital.

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